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#17 → SOMENTE SER...

 PPES_ANO_2010_POEMAS_MELANCOLIA

Pedro Henrique Serrano Léllis

@pedrimpescador


Poema de N #17 - SOMENTE SER...


Este poema é um manifesto de simplicidade voluntária e conexão com a essência. O eu lírico rejeita a complexidade das “palavras vazias” e aspira a uma existência reduzida ao ser puro: “É Só ser. / É ser só. / É Só.” A visão de vida numa cabana, com a pessoa amada e a natureza, reflete um desejo de autossuficiência afetiva e ecológica. Contudo, há também uma ambição paradoxal: construir um “império empresarial lucrativo sério” baseado na sustentabilidade. O poema termina com uma nota de desconfiança (“Há um espião a me espionar”), sugerindo que até os sonhos mais puros podem ser vigiados ou ameaçados.


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Seriam outras palavras vazias,

Com as seguintes resumiria

Que eu só quero ser:

E Só quero ser.

É Só ser.

É ser só.

É Só.


E só. só ser.

. sempre viver.

Só.

eu quero viver numa cabana,

eu o PC e minha dama

Para quando pela chama nossa cama aquecer.

Sei não vai depender de fogo,

Pois muito esperto e não bobo que na verdade eu sei ser.


Minha terra e minhas plantas

mandioca milho banana

Cercado de muita gente bacana

a terra quero cultivar.

Minha casa de bambu

por tucanos araras anus

rodeado ecohabitar .


Quero construir um grande império

Empresarial lucrativo serio

É o minério da sustentabilidade.


Minha ideia nos quatro cantos

Ao som da tribo é que eu levanto

A destruição da modernidade.

Que cidade concreto nada

quero água ar

E mata para vida nata eu desfrutar.

O meu modelo será adotado

Oceania e Ásia África, meu Deus...

Há um espião a me espionar.


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Pedro Henrique Serrano Léllis

Tel: +55 (27) 99834-4078

Instagram: @pedrimpescador

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