PPES_ANO_2010_POEMAS_MELANCOLIA
Pedro Henrique Serrano Léllis
@pedrimpescador
Poema de N #16 - QUESTÕES MAL RESOLVIDAS
Este poema mergulha no núcleo da introspecção dolorosa. O eu lírico se descreve como um “AA agonizante” — uma referência possível a Alcoólicos Anônimos, sugerindo uma luta contra vícios ou padrões autodestrutivos. A mente é comparada a um “infinito contraste”, um campo de batalha silencioso onde questões não resolvidas ecoam. Há uma tensão entre o desejo de conhecer o desconhecido e o perigo de se perder nele. O poema termina com uma sensação de urgência criativa: as teclas esperam, a mente processa, há muito por escrever.
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Ah. questões não resolvidas do meu ser.
O Núcleo tem virado um AA agonizante.
Novamente meu eu foi objeto de questões,
Incansáveis explanações não responderam completamente.
Não vou insistir em prosseguir elucidar
O que só meu condicionado coração é que sabe, sofre e sente.
Não vou tentar me seduzir por uma vida que há
Por vir para igualar-me a outro ser.
Estaria eu me aprisionando ao tentar viver agradando
Mesmo que sem o terceiro alheio saber.
Ah... questões mal resolvidas, intrigas que me intrigam
Pelo desconhecido conhecer.
Minha mente é como o infinito contraste
Um elegante sutil embate dos quais eu não posso me entreter.
Me perverter está plausível,
Está bem próximo é sensível,
Pernicioso permecer.
O silêncio está audível está querendo me dizer
Desconhecer só é possível se pras estrelas eu audível disposto parecer.
Meu conhecer é infinito mas não dá vida ao meu viver.
As minhas teclas estão esperando
A minha mente processando
Há muita coisa para se escrever.
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Pedro Henrique Serrano Léllis
Tel: +55 (27) 99834-4078
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