Sejam Bem-Vindos (as) ! Blog elaborado para divulgar o livro "ANO 2010 - Poemas de uma Fase Melancólica", reflexões e aplicações acadêmicas.


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🌑 TEMA 1: QUANDO A VIDA PARECE NÃO VALER NADA

 🌑 TEMA 1: QUANDO A VIDA PARECE NÃO VALER NADA


#JORNADA1_VALOR


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Poema #03 – “Quanto vale a minha vida?”

Ele pergunta. Direto. Sem metáfora no início. É um soco no estômago que a gente sente antes de entender.

“Se eu morresse agora, o que aconteceria?”

A lista vem depois: sol, chuva, rios, galinhas… tudo continuaria. O mundo não para. E aí a facada:

“Sou só mais uma garrafa pet”

Não é de madeira, não é de pedra, não é de ferro. É de plástico.

Inventado pelo homem, usado uma vez, descartado.

Reciclável? Não. “Inutilitário acumulável”.

Ele não se acha biodegradável. Acha que vai ficar amontoado num lixão da existência pra sempre.


Poema #11 – “Sou mais um…”

Aqui a lista é de descartes urbanos:

“Sou mais um corpo que amontoa os cemitérios”

“Sou mais um carro a congestionar o trânsito”

“Sou mais um grão de arroz no seu prato”

“Sou mais um chiclete grudado no sapato”

“Sou mais um catarro que escorre”

“Quem sabe eu seja mais um cocô pelas calçadas”

É a autoimagem reduzida a lixo, a obstáculo, a coisa nojenta que a cidade varre pro lado.

A pergunta entre colchetes é o suspiro: “[de fato, que falta eu faria?]”


Poema #13 – “As Revoltas do Meu Ser”

Aqui a desvalorização é doméstica, íntima.

Não é mais lixo urbano, é coisa quebrada dentro de casa:

“Há um limo impregnado nos azulejos do meu quarto”

“A minha árvore de um só galho”

“A minha coberta dum só retalho”

“A minha janela dum estilhaço”

“O meu PC sem drive D”

“O meu papel sem escrever”

O espelho foi pintado – não reflete mais.

O retrato está falho – o tempo apagou.

Ele não se reconhece.

“Por não mais saber quem sou.”


Poema #29 – “Minhas Percepções”

Aqui não é mais imagem, é diagnóstico.

É a lista do que falta:

“precisam ser ampliadas”

“precisam ser aperfeiçoadas”

“preciso de livros para ler”

“preciso de pessoas conhecer”

“preciso de tempo para escrever”

“preciso de boa mente para viver”

“preciso de Jesus pra salvo ser!”

O verso final é o grito: não basta sentir que não vale nada.

É preciso precisar de algo – mesmo que seja só de salvação.


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💬 O QUE ESSES 4 POEMAS FALAM JUNTOS?


Eles são os 4 estágios da desvalorização:


1. #03 – A PERGUNTA FILOSÓFICA

      “Valho alguma coisa no universo?”

2. #11 – A RESPOSTA SOCIAL

      “Não. Sou lixo urbano.”

3. #13 – A EVIDÊNCIA ÍNTIMA

      “Tudo em mim está quebrado.”

4. #29 – O PEDIDO DE SOCORRO

      “Preciso de algo que me complete.”


Juntos, eles mostram que não é “frescura”.

É um processo: começa com uma dúvida, vira uma certeza dolorosa, se materializa nas coisas ao redor, e termina num apelo.


A “garrafa pet” do #03 é a mesma que vira “catarro” no #11, que vira “limo no azulejo” no #13, que clama por “Jesus” no #29.


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❓ PERGUNTAS PRA VOCÊ QUE LÊ:


1. Qual dessas imagens te cortou mais fundo?

      (A garrafa pet? O chiclete no sapato? O PC sem drive?)

2. Você já se sentiu “inutilitário acumulável”?

      Em que momento da sua vida?

3. O que te faz sentir que você vale algo – mesmo quando tudo diz que não?


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🧠 ISSO NÃO É SÓ POESIA. É SINTOMA.


Esses poemas descrevem o que a psicologia chama de:


· Despersonalização (sentir-se um objeto)

· Baixa autoestima crônica

· Sintoma depressivo de desvalia


Mas também mostram a tentativa de cura: escrever.

Nomear a dor é o primeiro passo pra não ser engolido por ela.


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👉 COMENTA AÍ: qual verso desse tema ficou ecoando na sua cabeça?

❤️ MARCA quem precisa saber que não está sozinho nesse sentimento.


#JORNADA1_VALOR #PoesiaQueCura #Autoestima #SaúdeMental

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