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#32 → QUANDO EU ME DESESTRUTURAR

 PPES_ANO_2010_POEMAS_MELANCOLIA

Pedro Henrique Serrano Léllis

@pedrimpescador


Poema de N #32 - QUANDO EU ME DESESTRUTURAR


Este é um dos poemas mais visceralmente honestos sobre o desmoronamento emocional e a recuperação pela fé. O eu lírico descreve uma queda literal e metafórica — um trem que descarrilha, uma visão ofuscada, um abismo. A linguagem é crua, cheia de imagens de trevas, guerra e inversão (“meu Branco em preto se tornou”). Porém, mesmo no fundo do buraco, há uma esperança que vem da rendição à infância espiritual e aos braços do Pai. O poema termina como uma oração de vitória sobre a morte, um testemunho de resgate divino.


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Quando eu me desestruturar

Quando meu trem descarrilhar

Quando na curva eu tombar

Ainda haverá uma saída


Minha visão foi ofuscada

Terra lama barro jogaram

E tateando vozes me conduziram

Meus pés não persentiram

E para o abismo conduzido fui


A minha Glória em trevas se transformou

A minha Paz em guerra se transfigurou

O meu Branco em preto se tornou

Mas nem tudo ainda acabou


Ainda há uma Esperança

Quando se torna uma criança

Seguramos nos Braços do Pai

Quando percebemos somos fracos

Nosso ser adulto é um insulto revoltado

Quando Deus age é que do buraco a gente sai


Poema indiscrente de rimas compactadas

As palavras soltas não bem relacionadas

Pois pouco importa isto como fato

De que Deus é Soberano e tem me ajudado

A andar ereto e fora do buraco.


Abençoa-me, ó Jesus, em todas as minhas lutas.

Concede-me a vitória sobre o espírito da morte.

Em Nome de Jesus eu repreendo o espírito da morte.

Amém.


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Pedro Henrique Serrano Léllis

Tel: +55 (27) 99834-4078

Instagram: @pedrimpescador

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