PPES_ANO_2010_POEMAS_MELANCOLIA
Pedro Henrique Serrano Léllis
@pedrimpescador
Poema de N #19 - SENTIDOS NO INFINITO
Neste poema, os sentidos humanos são amplificados ao extremo, tornando-se ferramentas de conexão quase sobrenaturais. Cada estrofe é dedicada a um sentido – tato, visão, olfato, audição, paladar – elevado a uma potência cósmica capaz de capturar dimensões, perseguir diretrizes e materializar o desejo. É uma ode à percepção como ponte entre o eu e o outro, entre o físico e o transcendental, reforçando a ideia de que o amor e o desejo podem ser experimentados em plenitude sensorial.
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O meu tato e mão
Giram qual balão
Transtorno qualquer situação
Por habilidoso manipular
Os meus olhos e visões
Capturam dimensões
Em Hi Tech definições
Pra obcecado te mirar
O meu olfato e nariz
Me flagram tua diretriz
Ao teu caminho à risca giz
Te perseguir quanto passar
Os meus ouvidos audições
Me transpõem recordações
Nas minhas imaginações
Eu te consigo aproximar
A minha língua e paladares
Por mui aromas simulares
Ao meu sabor apreciares
Quan'ao desejo eu te beijar
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Pedro Henrique Serrano Léllis
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