PPES_ANO_2010_POEMAS_MELANCOLIA
Pedro Henrique Serrano Léllis
@pedrimpescador
Poema de N #14 - FRENTE E VERSO
Este poema é uma reflexão sobre os ciclos da vida, as dualidades e as pequenas reviravoltas do cotidiano. Com uma estrutura que alterna entre observações cotidianas (“Existem portas e janelas / Umas feias outras belas”) e episódios surreais (“Existe o dia em que um Elefante rosa a voar no céu”), o poeta captura a imprevisibilidade da existência. Há uma sensação de aceitação – de que tanto os dias tempestuosos quanto os de rotina amarga fazem parte do fluxo. O final traz uma poderosa imagem de libertação e renascimento espiritual.
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Ok.
Pois que entradas e saídas
Fluxos idas-e-vindas
Que são como a maré
Existem dias que prostrado
Noutros corres estigado
A quinta marcha e a marcha ré
Existem portas e janelas
Umas feias outras belas
Que se fecham e que se abrem
Existem jantas e almoços
Dias, sóis, luas e noites
Em uns escuro noutros iluminados
Existem dias que sozinho
Precisando de carinho
Mesmo em meio à multidão
Existem dias que tu dormes
Revirando como porta
E se cobrindo com o colchão
Existem dias tempestades
Mas no céu (não é miragem)
Não há uma nuvenzinha não
Existem dias ao telefone
Que prum recado ou prum nome
Não há caneta nem papel em minha mão
Existe um dia em que você perde o caminho
Onde é que você está?
E o seu chefe te pede um cafezinho
Você retorna com uma xícara de chá
Existe o dia em que um Elefante rosa a voar no céu
Todos os dias inocentados
São políticos corruptos réus
Por outro lado existem dias
Que se houver uma ruína
Ela não vai te abalar
Existem dias que a 3ª ponte está vazia
Só você a passear
Existem dias que a rotina amarga desprazia
Mas tu te tornas a cantarolar
Existem dias que você percebe que nasceu
E que tu vives em um lar
Isto tem me sido interessante
É motivante estou seguro em meu coração
O meu café é encorpado
O pão caseiro é assado
Do pomar caju manga
Acerola pitanga, limão
Existe um dia em que a lágrima
Subiu pra minha testa
A amargura que me resta
Disparou noutra direção
A língua qu'antes amaldiçoava
Me feria e derrubava
[Glória Jesus]
Quebrou toda a maldição.
De qual caixão que eu saí
Agora vivo estou aqui
Pra te dizer: ressuscitei
Estava preso e algemado
Fui muito tempo escravizado
Por uma dor que'u mesmo forjei
E se precisa de mudança
Já não mais serei criança
Pois num homem me tornei
Agora me faltam aquelas asas
Serviremos eu e minha casa
A Jesus Cristo Eterno Rei!
AMÉM!
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Pedro Henrique Serrano Léllis
Tel: +55 (27) 99834-4078
Instagram: @pedrimpescador
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